
Costura a alma rasgada com a linha do tempo. Cobre-se do mais puro algodão. Vermelho. A benção na saída. Mais uma vez solta o coração nos dias, porque agora já é dona de si. Numa proporção maior. Mede as palavras com sabedoria de quem já secou um mar nos lençóis. E a paciência virou mãe de tão presente e amiga. Toma aulas de som com Bem- te- vi e aprende, cuidadosamente, a tecer com criaturas fazedoras de seda. Cultiva um jardim de possibilidades dentro dos dias, ainda criança no cultivo. Mas com fome de gigante na colheita do trabalho. Suspende a tristeza num suspiro. Fecha os olhos ao entregar uma estrela, que lhe foi dada ainda no ventre. Possui mais de 3 décadas na barra da saia. Os cabelos dançando no vento e no peito uma pomba em espírito e verdade. Aprende todo dia o que há de vir com fé e com muita força.
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